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Foto do escritorMarcelle Cordeiro

A raiva que se manifesta na TPM faz parte do feminino ancestral pt. 1

Atualizado: 31 de ago. de 2022

A raiva da TPM muitas vezes representa a raiva do inconsciente coletivo feminino.


Durante a fase pré menstrual estamos sob influência do arquétipo da feiticeira.


A feiticeira é a face que nos convida à adentrar e mergulhar em nossos porões internos, é o convite para olhar de frente para as suas escuridões.


Nesse momento é comum que muitos aspectos inconscientes da nossa personalidade fiquem em evidência, pois é aqui que temos a oportunidade de compreender nossas feridas e nos tornar conscientes dos conteúdos reprimidos e silenciados que habitam nossa psique.


Quando a TPM aparece é como um sinal de emergência. Ela vêm mostrar que os limites não foram respeitados e que agora é urgente preservar o seu espaço e sua integridade.


A raiva que vêm atrelada à TPM é na verdade um chamado de libertação ancestral. É uma raiva coletiva. Não só sua, mas de muitas mulheres.


Ao longo da história da humanidade a mulher passou por diversos abusos e silenciamentos. Sua raiva muitas vezes não pode ser expressa e ouvida. Em sua maioria era um sentimento reprimido, escondido e silenciado.


Perceba as mulheres da sua linhagem... Como elas lidavam com a raiva? De que maneira esse sentimento era expresso? Quais foram os 4bus0s sofridos por essas mulheres e que de alguma maneira você carrega ainda hoje?


A verdade é que não nos ensinam como lidar com a raiva e com os sentimentos inferiores. Nos sentimos inadequadas por sentir e achamos que a raiva faz de nós pessoas "ruins". Nos ensinam que ser mulher é estar sempre sorridente e com uma expressão agradável.


Por isso a raiva da TPM vêm na intensidade de um vulcão em erupção. Não avisa, chega sem hora, queima, ferve e explode. É uma carga energética muitas vezes contida e quando encontra uma válvula de escape emerge para a superfície. Não dá para segurar.


Quanto mais reprimida é essa raiva, mais auto destrutiva ela se torna.


Sua raiva não é sua inimiga, mas ela precisa ser ouvida.


É muitas vezes essa raiva vulcânica que carrega as dores de suas ancestrais.


(...) Continua.


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